SÁB 18 DE AGOSTO DE 2018 - 00:06hs.
Uma realidade no mercado esportivo

Sites de apostas crescem no futebol do Brasil e da América do Sul

O futebol brasileiro vive um cenário peculiar. A Bodog anunciou patrocínio à Copa do Brasil, que já teve também a Bumbet como parceira; empresa que também apoia a Copa Sul-Americana. Na Copa São Paulo de Futebol Júnior, neste mês de janeiro, o aporte foi da Bet90. Já houve acordo com clubes, caso do Corinthians com a WinnerPlay. O segmento tem ganho cada vez mais espaço de forma oficiais.

O Brasil vive um cenário peculiar em seus patrocínios no futebol. Há um segmento específico que, em teoria, é proibido no país, mas que tem ganho cada vez mais espaço de forma oficiais. Os sites de apostas já são uma realidade no mercado esportivo.

A última novidade aconteceu na Copa do Brasil. A Bodog anunciou patrocínio à competição, no segundo escalão de aportes do torneio. Após o naming right da Continental, o site de apostas ficará ao lado da Elo. As duas empresas estão na cota máster do campeonato nacional.

Em seu segmento, a Bodog não está sozinha. A Copa São Paulo de Futebol Júnior, que aconteceu neste mês de janeiro, tem o aporte da Bet90. A Bumbet tem apoiado à Copa Sul-Americana; a companhia já fez também parceria com a própria Copa do Brasil. Já houve acordo com clubes, caso do Corinthians com a WinnerPlay. E até eventos do meio esportivo, como foi o Bola de Prata da ESPN, com naming right da Sportingbet nos últimos dois anos.

As companhias de apostas vivem em um limbo no Brasil. Pela lei, jogos do tipo são proibidos no país, mas a referência está em locais físicos, como os antigos cassinos. Para sites, não há nenhuma regulamentação específica, ainda que existam projetos de lei em tramitação em Brasília para legalizar o segmento.

“É preciso ressaltar que as apostas correm soltas no Brasil; elas já movimentam US$ 4 bilhões no país. E hoje existem sites hospedados no Brasil, não tem aquela história que eles precisam estar no exterior”, comentou o professor da Fundação Getúlio Vargas e especialista no segmento, Pedro Trengrouse.

O único desafio das empresas no Brasil está no Conar, que pode vetar publicidade de uma atividade ilegal. Mas a medida é facilmente driblada pelas companhias: elas se vendem como “site de palpite”, sem citar diretamente a possibilidade de realização de apostas financeiras. Ao entrar na página anunciada, chegar ao objetivo principal costuma ser bastante simples.

Na Copa São Paulo de Futebol Júnior, por exemplo, a Bet90 usa a marca bet90.tv em placas de publicidade, uma página de notícias de esporte. Mas o negócio da companhia está nas apostas que acontecem em outro endereço, o bet90.com.

A falta de controle no segmento, no entanto, represente um problema ao esporte. “Sem a regulamentação, não há monitoramento. E, sem monitoramento, há um grande risco de manipulação de resultados. O Brasil já foi vítima disso em 2005 e pouco mudou desde então”, completou Trengrouse.

Fonte: GMB / maquinadoesporte.uol.br