QUI 22 DE JUNHO DE 2017 - 17:30hs.
NO CONOTEL 2017

Legalização dos cassinos aparece como um pilar para hotelaria no Brasil

Fernando Baracho Martinelli, diretor da Interval do Brasil, colocou a legalização dos cassinos como um dos pilares de novos negócios para o setor de hotelaria brasileiro podendo incrementar R$ 63 bilhões ao turismo, durante painel “Cenário atual da hotelaria no Brasil e modelos de novos negócios” no evento CONTEL, que acontece em São Paulo.

Legalização dos cassinos aparece como um pilar para hotelaria no Brasil

Fernando Baracho Martinelli, diretor da Interval do Brasil

Fernando Baracho Martinelli, diretor da Interval do Brasil

Ministrada pelo Diretor da Interval no Brasil, Fernando Baracho Martinelli, a palestra "Cenário atual da hotelaria no Brasil e os novos modelos de negócio”, realizada no 59º Conotel – Congresso Nacional de Hotéis, recebeu também o Diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, Dr. Rodolfo Tamanaha, que abordou o tema "Direitos Autorais e o Setor Hoteleiro”.

Tamanaha explicou sobre as vertentes em que o MinC atua em relação aos Diretos Intelectuais, com formulação e avaliação das políticas públicas, fortalecimento de subsídios, dentre outros. Neste contexto, o advogado falou sobre direitos autorais, regulamentados pelo ECAD, e que, segundo pesquisa feita em 2015, a indústria cultural e criativa produziu US$ 2,250 bilhões em receitas geradas no mundo, que superaram serviços de telecomunicações (US$ 1,57bi).


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Segundo ele, o ponto da cobrança de direitos autorais em estabelecimentos comerciais é agregar valor ao empreendimento. "A arrecadação deve estar em harmonia com a atuação do setor. Ela deve estimular a atividade econômica, ser parceira com o estabelecimento e garantir que o valor chegue ao autor. A cultura potencializa o turismo”, afirmou.

Fernando Martinelli deu continuidade ao painel destacando o cenário atual da hotelaria, como este setor encontrou fontes de financiamento ao longo dos anos e como ele avançou ao panorama de hoje nos últimos dez anos. Ele relembrou as décadas de consolidação da hotelaria, época dos hotéis cassino e sua proibição, criação da Embratur e a chegada de redes internacionais em 1970.

Depois, ele mencionou o benefício para construção de hotéis com linhas de crédito financiadas pelo governo; entrada do plano real em 1994, até a crise econômica no setor imobilliário dos EUA no final dos anos 2000, os investimentos para os grandes eventos esportivos no Brasil e o alerta da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre o modelo de condohotel em 2013.

Atualmente, com a crise no setor imobiliário, o conceito de multipropriedade (timeshare e fracionado) ganha destaque como forma de desenvolvimento e financiamento para a construção de resorts. "Acredito que este é o mercado que mais se desenvolveu nos últimos anos no País. Uma das coisas que temos observado é que o modelo de negócio adotados se tornaram commodities, que leva uma onda de grandes fusões e aquisições globais”, pontuou Martinelli.

Lado a lado deste cenário, cresceu também o número de plataformas de economia colaborativa como o Airbnb, HomeAway e outros canais, que priorizam a experiência do usuário. "Quando falamos sobre retorno de investimento, encontramos empresas atrativas como Priceline,  ripAdvisor, Expedia e a própria Airbnb, que capitalizaram juntas mais de US$ 100 bilhões na última década. O sucesso dessas empresas marcam uma nova era nesta indústria, que ajudam pequenos empreendimentos a encherem seus quartos a um menor custo”, mencionou.

Martinelli comentou também que muitas empresas de outros segmentos têm entrado na hotelaria, trazendo outras visões e características para o mercado. Estas marcas se preocupam com a mistura de lazer e vida profissional, desenvolvendo produtos para as novas gerações.

Para finalizar, Martinelli levantou alguns pilares da hotelaria no Brasil:

- Plano Brasil + Turismo do Ministério do Turismo, que visa atingir 12 milhões de turistas estrangeiros em 2022.

- O plano tem 118 mudanças na Lei Geral do Turismo. "O turista está nas mãos de poucas companhias aéreas. Imagine como seria trazer uma das maiores empresas para o Brasil, como o turismo seria impulsionado?”, afirma.

- Projeto de Lei da MultiPropriedade – o modelo de venda de UH’s fracionadas tem crescimento exponencial no País;

- A legalização dos cassinos, que pode incrementar a receita com turismo em R$ 63 bilhões (1% do PIB) com dois projetos em andamento;

- Transformação da Embratur em Agência Brasileira de Promoção do Turismo, que passa a ter R$ 200 milhões para investimentos em ações de divulgação do Brasil no exterior.

Fonte: GMB/Revista Hotéis