QUA 19 DE SETEMBRO DE 2018 - 06:57hs.
Celina Guedes, VIP Manager do grande cassino chileno

“No Sun Monticello oferecemos ao apostador brasileiro tudo para que jogue e desfrute”

(Exclusivo GMB) - A baiana Celina Guedes, VIP Manager do Casino Sun Monticello, localizado a poucos minutos do centro de Santiago do Chile, recebeu Games Magazine Brasil no salão Privê para clientes exclusivos. Lá, nos levou para um passeio pelo imponente complexo hoteleiro da Sun Dreams e concedeu uma entrevista exclusiva, falando de seu início no mundo dos cassinos, o papel da mulher neste mercado e seu desejo de divulgar aos brasileiros as vantagens de visitar e jogar no maior cassino da América Latina.

“Benvindos à minha casa”, disse uma elegante mulher baiana em perfeito espanhol. Ela nos abre a porta do Salón Prive, onde recebe todas as noites seus clientes mais exclusivos de categoría internacional com um tratamento personalizado habitual para que se sintam confortáveis, apostem e desfrutem. A voz é de Celina Guedes, VIP Manager do Casino Sun Monticello. A apenas 45 minutos do centro de Santiago do Chile, o complexo hoteleiro aparece como um oásis em que não falta absolutamente nada para satisfazer tanto ao jogador quanto ao resto de sua familia.

Com 13 anos dentro do grupo sul-africano, Celina acompanha com orgulho Games Magazine Brasil em uma visita guiada para apresentar todas as instalações, que incluem o primeiro Gaming Bar da América do Sul, a Arena Monticello, com capacidade para 4.000 pessoas, para receber eventos musicais, esportivos, circenses e teatrais, as piscinas e o SPA, os seis restaurantes de primeiro nivel, com ampla oferta gastronómica de massas, carnes, peixes, comida internacional e as melhores bebidas, o boliche e demais jogos para crianças. E, obviamente, o maior cassino da América Latina, com mais de 1.800 máquinas de última geração, 80 mesas e bingo.

Ao final do extenso passeio, nos sentamos para tomar um café e começar a rica conversa para conhecer sua entrada no mercado, o papel como mulher em um cargo tão importante dentro de um mundo de homens e seus projetos, onde se sobressai um muito especial: atrair aos seus compatriotas - os apostadores brasileiros - para que conheçam as vantagens do Casino Sun Monticello e recebê-los com tudo o que precisarem para jogar.

GMB – Primeiramente, conte-nos como foi sua entrada no mundo dos jogos?
Celina Guedes –
Eu saí do Brasil em 2002, quando fui fazer mestrado na Inglaterra e comecei a trabalhar em um cassino, mas não na área de jogos. Eu trabalhava em uma discoteca que havia dentro do local. Os cassinos na Europa, principalmente na Inglaterra daquela época, eram como clubes onde só podiam entrar os membros, pagando uma taxa; não era um cassino público como hoje. Comecei lá, mas em seguida fui convidada pelo meu marido para ir trabalhar na África do Sul, a quem respondi: ‘Ok! Vamos à África do Sul’. Em 2005, os cassinos sul-africanos, foram liberados primeiro na região da fronteira e logo depois chegaram às cidades como parte da lei de jogos, da mesma maneira que ocorreu em alguns países. Entrei justamente naquele momento em que os cassinos saíam das fronteiras em direção às cidades indo para o cassino Windmill, na cidade de Bloemfontein, na região central da África do Sul. Era um cassino C, que nessa época tinha de 300 a 400 maquinas. Comecei ali e fiquei por três anos e meio.

Em 2008, a Sun International iniciou um projeto de abrir seu primeiro cassino na América Latina, que é esse aqui no Chile. Viemos mais ou menos em trinta famílias da África do Sul para o Chile montar esse ‘monstro’ que é o Monticello. Aqui fiquei mais ou menos durante seis anos, quando começamos a nos expandir na América Latina. Abrimos em 2014 um cassino no Panamá, o Ocean Sun Casino, que era o primeiro cassino VIP da carteira da Sun, e em Cartagena, no ano de 2015; e mais ou menos nessa época, 2015 para 2016, tivemos uma fusão com a Dreams, empresa chilena de cassinos. Hoje somos a Sun Dreams na América do Sul, porém a Sun International segue sendo líder de mercado na África do Sul e com quase 20 cassinos nos cinco continentes. Cerca de um mês atrás, compramos o cassino Park Hyatt, em Mendoza (Argentina), e continuamos com o projeto de expansão. E aqui estou já faz treze anos.
 


E atualmente qual é o seu papel aqui no Monticello? Fale-nos também sobre como é ser uma mulher nessa posição tão importante. O machismo está presente no mundo inteiro, porém, no setor de jogos...
Sim, muito mais. Eu inclusive estava lendo uma publicação da Games Magazine Brasil sobre Elmarie van Wyk, gerente de jogos do Flamingo Casino da Sun International, com quem trabalhei em Bloemfontein. Estivemos juntas nessa unidade e agora ela é uma das primeiras gerentes de gaming. E é verdade, o mundo é muito machista, a indústria é machista. Na Sun Dreams, eu sou gerente internacional de VIP. Eu gerencio para o grupo os Top 10, que são os maiores clientes e de onde, obviamente, vem o capital. Trabalho com um programa que é responsável por 50 a 55% da receita do cassino; tenho uma equipe de executivos que que tem por objetivo dar atenção a esses clientes tops. E tenho um olhar especial que desenvolvo para trazer o mercado brasileiro para conhecer o Monticello; obviamente, foco também no próprio mercado do Chile e trabalho em um projeto para a Argentina, para trazer as pessoas de Buenos Aires e de outras importantes cidades para conhecer o Monticello e todas as nossas outras propriedades na América Latina.

Se tivesse de dizer a um brasileiro as razões para conhecer o Monticello, já que não é tão perto, apesar de ter toda essa estrutura, o que diria?
Primeiro vamos falar em relação à distância. Estamos a três horas e meia de São Paulo e a quantidade de voos por hora é boa. A Emirates lançou um voo recentemente ligando São Paulo a Santiago, o que facilita muito. Já tínhamos voos da Gol, Avianca e Latam e agora a Emirates também oferece a rota, que ajuda muito os brasileiros a viajarem para conhecer um cassino deste nível, que temos somente em Las Vegas. Para ir a Las Vegas desde o Brasil gastam-se 12 horas de viagem, fazendo conexão em algum lugar. Aqui estamos a três horas e meia, ou seja, muito próximos e entre países amigos. Os chilenos se encantam com os brasileiros e quando vem são sempre bem recebidos.

Temos a oferecer também a neve e o gado. É muito fácil vender o Chile para o Brasil, diferentemente de vender o Panamá quando tive de fazer campanha para levar os brasileiros ao país. O brasileiro deve vir ao Monticello porque é um cassino de nível internacional, onde temos de tudo. São mais de oito restaurantes, casas de shows, discoteca, um hotel maravilhoso com SPA, uma vista muito bonita para a Cordilheira dos Andes cheia de neve, ou seja, é único e é um destino. Ou seja, o brasileiro pode vir em um fim de semana para visitar Santiago, para esquiar e estaremos aqui para recepcioná-los. Todos precisam vir e comprovar isso. E efetivamente a falta de informação é a minha pior inimiga no Brasil, onde estou fazendo um trabalho de formiguinha, indo pouco a pouco. Me interessa trazer clientes segmentados, cassineiros, jogadores, que venham desfrutar do jogo e de todo o panorama que esta ao redor.
 


Porque os brasileiros iam mais para o Panamá do que para o Chile?
Falta de informação. Acredito também que a questão do crédito facilitava. Os clientes brasileiros estavam acostumados a viajar com crédito e o Chile, sem o crédito, dificultava. Acredito também que é um problema de comunicação. Falta a informação de que aqui existe um cassino desse porte, que agrada toda a família. Porque aqui, e em todos os cassinos de entretenimento, o que se busca é a diversão para toda a família, para a senhora, os filhos e o marido. E isso é o que faz a Sun Dreams, pois somos um destino para a família. Queremos que todos venham e desfrutem conosco.

E o apostador brasileiro tem perfil determinado? Pode analisar o perfil do brasileiro que sai do país para jogar?
São diferentes, mas, ao brasileiro encanta jogar. Ele gosta de jogar, de desfrutar de todo o entorno, são alegres, pessoas carismáticas. Tenho clientes chilenos que vão ao Conrad (Uruguai) e dizem que se encantam ao jogar com os brasileiros porque eles são alegres, felizes e aqui creio que falta um pouco disso na cultura. E isso, obviamente, é como vendemos o entretenimento. Claro que as pessoas querem jogar em uma mesa divertida com pessoas positivas, mas não é isso que nós vendemos; e sim a experiência, a sensação de ganhar.

A respeito do tema da moeda, os brasileiros podem apostar em reais, em dólares, pesos chilenos? Como funciona o trâmite de câmbio na Sun Dreams?
Como nós não temos casas de câmbio, fazemos o câmbio nos caixas, porém para se jogar. Se vier um cliente brasileiro, ou de qualquer nacionalidade, com dólar, mas, que quer jogar, fazemos o câmbio em dólar. Porém, exclusivamente para jogar, não para outras atividades, porque o objetivo é jogar. Fazemos também o contrário, se jogam na roleta e ganham, recebem em dólar.    
 


Como brasileira, não podemos deixar de perguntar como você vê o processo de legalização no Brasil, que está um pouco lento e demorado. Também queremos saber como o grupo Sun vê o futuro? Em um país com o jogo legalizado existe chance de a Sun vir para o Brasil?
Nós temos estado bem presentes. Eu, particularmente, visito o Brasil mensalmente, e de vez em quando duas vezes no mês para visitar os meus clientes e possíveis parceiros de negócios. Obviamente estamos todos esperando. Há uma necessidade, e agora mais do que nunca, de uma arrecadação de dinheiro; e um cassino legalizado, que gera tantos empregos diretos e indiretos, é sem dúvida um tipo de indústria que tem de cresce e ter uma oportunidade. Creio que falta muita informação e a união dos empresários brasileiros. Aqui [no Chile] se tem muito capital nacional e muitos emprresários com poder de compra, que se juntam com operadores de cassinos que tem experiência com o setor. Eu creio que é uma combinação perfeita.
Estão todos aguardando, não somente os operadores de cassinos, mas os fabricantes de máquinas, de mesas. É uma indústria muito grande e eu acredito que não somente nós, mas todo o mundo está observando o Brasil.
 


Vocês veem, o Brasil com o jogo legalizado como o maior da região?
Sim, efetivamente. Aqui circulam algumas informações que apontam que o Brasil não vai legalizar, e aí acho que existe um desenvolvimento e uma responsabilidade muito grande dos meios de comunicação em difundir o que é o jogo legal. Há um estereótipo de que se a pessoa for a um cassino irá perder tudo, que irão te roubar, que a prostituição prolifera e tudo isso... e não é assim. Aqui trabalham pessoas normais, que constroem suas carreiras e são muito sérias. O cassino é uma instituição como outra qualquer, séria e que paga seus impostos e ajuda a comunidade, como qualquer outra empresa. Então, estamos esperando somente que se abra e que seja o melhor para todos.

Gostaria de voltar ao Brasil para trabalhar com o jogo ou se vê vivendo para sempre no Chile?
Primeiro, o Chile me encanta; eu me considero uma "Brachilena". Sempre digo aos outros que sou uma "Brachilena". Obviamente brasileira porque Brasil é Brasil, porém, o Chile foi onde me desenvolvi profissionalmente graças à Sun Intenational.  Tudo o que conheci até hoje foi fora do Brasil em minha carreira. Não tenho nenhuma experiência no mercado brasileiro, nenhuma carteira assinada porque todo o meu desenvolvimento foi no exterior. Porém, não me importaria de estar viajando.
 


Fonte: Exclusivo GMB