SEG 22 DE OUTUBRO DE 2018 - 04:00hs.
Eric Benchimol, CEO da Win Systems

"Estamos nos preparando há algum tempo para entrar no Brasil sem demora"

Como frequentemente acontece nas principais feiras do setor, a Win Systems se apresentou na SAGSE com seus principais produtos, como as máquinas GameStar e as roletas Gold Club. Eric Benchimol, CEO da empresa, comenta sobre o momento do mercado argentino, o ótimo desempenho da marca na América Latina e suas expectativas para o Brasil: 'Assim que o mercado abrir, estamos prontos para começar a trabalhar'.

GMB - Para essa nova edição da SAGSE, com quais expectativas vocês vieram esse ano?
Eric Benchimol - Como todos os anos, chegamos com muito desejo. Estamos expandindo nossa presença no mercado argentino, começando a instalar sistemas de gerenciamento de cassinos. Também lançamos nossas máquinas GameStar e roletas Gold Club, sempre trabalhando com muitas expectativas.

Como você vê o mercado argentino afetado neste momento por uma crise econômica?
Obviamente estamos um pouco preocupados, mas, conhecemos bem o mercado local, bem como o mercado latino-americano em geral, e sabemos que a Argentina tem esses choques de vez em quando, mas que também tem uma capacidade de recuperação rápida. Portanto, confiamos que sairá deste buraco rapidamente.

Até agora neste ano, como você vê a região da América Latina em geral?
A América Latina é a nossa região natural, nosso principal mercado de negócios. Temos registrado taxas de crescimento importantes que funcionam muito bem na Colômbia, Peru, Argentina e outros países, talvez menores em termos de jogos de azar, como Paraguai, Chile e outros na América Central e no Caribe. Podemos dizer que estamos crescendo em todos os lugares. Estamos muito satisfeitos.

Em relação à América Latina, é importante consultar sobre o Brasil, um mercado enorme que há muito se espera que regule a atividade. Como você vê isso?
Assim que o mercado se abrir, estamos prontos para começar a trabalhar com sistemas. Temos sistemas de gerenciamento de cassinos totalmente adaptados ao que parece ser exigido pelo mercado brasileiro. Nesse sentido, para nós, pode ser um mercado muito importante. E com relação às máquinas, teremos que ver o que acontece em termos de regulamentação, mas a certeza é que estaremos ansiosos para trabalhar em um mercado tão grande e com tanto potencial.

Com relação a notícias vindas do Brasil, estão otimistas ou pessimistas em relação a uma abertura no médio prazo?
É difícil comentar porque a vemos mais como espectadores, de fora e sem muita informação interna. De qualquer forma, acreditamos que, em algum momento, tem que ser aberto porque manter um mercado tão grande sem regularizar é atípico. Além disso, não ter um arcabouço legal não gera que o jogo, nesse caso, só exista, tudo porque aumenta a ilegalidade com todos os problemas que isso produz.

Uma vez regulamentado, você acha que será fácil para que entrem no mercado, devido a questões de linguagem, costumes, normas, etc?
Nunca é fácil entrar em um país tão grande que tem sua cultura e sua idiossincrasia, mas, em termos de produtos estamos prontos. E como esse processo tem atrasado tantos anos, a verdade é que já nos preparamos e acreditamos que nossa entrada não vai demorar tanto.

Fonte: Exclusivo GMB