TER 22 DE AGOSTO DE 2017 - 04:20hs.
BGC - Painel sobre Cassinos no Brasil

"Não há risco político ou econômico para implantação de cassinos integrados"

Moderado por Fredric Gushin, da Spectrum Gaming, a sessão começou com a posição de Francisco Javier Vidal Caamaño, da Sortis & Golden Lion Casinos, que mostrou-se muito animado com as possibilidades a serem abertas com a regulamentação do jogo. Também falaram Clive Tilley, CEO da Ori Entertainment é Peter Hoetzinger, CEO da Century Casinos.

"Para nós o Brasil é um grande mercado, embora ainda fechado. Se compararmos com outros lugares, será de alto impacto para nossa indústria como um todo”, afirmou Vidal Caamaño.

Ele lembrou que cassino não é uma mina de ouro e, por isso, não deve ser aberto de forma indiscriminada. "O setor deve ser regulamentado tendo em vista que a atividade seja lucrativa e que não exista uma competição predatória, como já vimos em alguns lugares, como no Panamá e no Chile”, disse.

Complementando, Fredric disse que o Brasil, Japão e Singapura são os maiores mercados da atualidade, embora os dois primeiros ainda estejam num passo anterior, provocando a participação de Clive Tilley, CEO da Ori Entertainment, que afirmou que São Paulo é um grande mercado a ser abordado pela indústria dos cassinos.

"Do ponto de vista político e econômico, não há riscos para a implantação de um cassino resort integrado e na minha perspectiva, vejo que deve-se pensar em cassinos integrados também em outras regiões. Sempre estudamos a sustentabilidade para entrar em um projeto em qualquer lugar do mundo e o mesmo acontecerá quando da abertura do mercado brasileiro”, disse Tilley.

"Vocês estão escrevendo em uma página em branco, podendo regulamentar de maneira saudável um mercado que em muitos começou de forma errada. No caso do Brasil, tudo está transparente e o momento de análise é crucial para uma indústria bem organizada”, explicou Tilley. A demanda, segundo ele, deve levar em conta quem é o jogador e como ele é atendido, tanto no jogo on-line quanto nas salas físicas.

Peter Hoetzinger, da Century Casinos, disse que é importante ampliar o impacto econômico para uma determinada região. "Acho que no Brasil, metade da população não joga, assim acredito que cassinos de médio porte também devem ser implementados para atender a essa parcela da população, mantendo grandes empreendimentos integrados em apenas algumas regiões”, disse, destacando que podem ser atraídos investidores para essas instalações menores em conjunto com operadores locais.

Para ele, investir ou não em um mercado, "devemos analisar a quantidade de licenças a serem concedidas e a abertura de parcerias é fundamental a presença de um parceiro local, que conhece a realidade regional e que garante a proximidade com o público a ser atendido”, comentou.

Segundo Hoetzinger, "uma empresa como a nossa sempre avalia muito bem os parceiros a serem escolhidos, tendo em vista as características dos grupos que nos buscam e, por esta razão, vamos atrair empresas sérias se o mercado for bem regulado e com regras bastante rígidas”, atestou, lembrando que o investimento em casinos regionais pode chegar a algo em torno de US$ 50 milhões de investimento, o que pode permitir desenvolvimento de salas não tão complexas quanto os resorts cassinos, que vão exigir investimentos de bilhões de dólares, o que pode dificultar a implementação do setor de jogos num curto prazo”, disse.

Francisco Vidal disse que muitas empresas têm condições de investir em operações menores, "o que poderia garantir a ampliação da oferta de salas não tão grandiosas como tem sido dito em algumas das apresentações e também no discurso de alguns executivos envolvidos nas discussões sobre a abertura do jogo no país”, disse. "Os critérios devem ser a qualidade da infraestrutura, empregabilidade e atendimento às necessidades da sociedade”, afirmou.

Fonte: GMB

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