QUI 21 DE SETEMBRO DE 2017 - 09:27hs.
BGC–Mercado de fornecedores para o Gaming Brasileiro

“Vamos criar uma nova indústria de jogos forte no Brasil”

Edgar Lenzi, advogado e presidente da Abragaming, abriu o painel destacando a importância de fortalecer a industria. Falaram Fábio Rogério de Souza (Diretor, FIESP & Abragaming), Anna Shahbazyan (Diretora Regional, Betconstruct), Karen Sierra–Hughes (Director, Latin America and Caribbean Government Relations and Business Development, GLI), John de Wit (CEO, Playbrands) é Lorenzo Caci (Diretor de Vendas para as Américas, Sportradar).

Edgar Lenzi, advogado e presidente da Abragaming, abriu o painel destacando a importância de fortalecer a atividade para que o país mostre aos jogadores que a atividade preza pela qualidade em todos os aspectos da indústria, desde produtos de alto nível quanto à questão da certificação de equipamentos.

Lorenzo Caci, diretor de vendas para as Américas da SportRadar, destacou que o Brasil pode desenvolver uma regulamentação séria para o setor, mas principalmente no desenvolvimento econômico que a atividade irá provocar. "Somos os principais fornecedores de dados sobre esportes em todo o mundo e estamos muito atentos aos mercados emergentes em busca de regulamentação. Sabemos que já existe um mercado no Brasil bastante forte, mas pouco regulado, onde as necessidades precisam ser atendidas por todos os fornecedores. Todas as empresas presentes querem atender com alta qualidade e entregar produtos e serviços de alta qualidade aos clientes”, afirmou.

Fábio Rogério de Souza, diretor da Fiesp e da Abragaming, foi instado a falar sobre incentivos a serem oferecidos a investidores com interesses no mercado brasileiro e especialmente em São Paulo. Segundo ele, os incentivos a empresas não são definidos pelas federações estaduais de indústrias, mas essas entidades podem dar suporte necessário para investidores no sentido de orientá-los na busca por condições mais favoráveis para a instalação de unidades de negócios no Brasil. 


PUBLICIDADE

 

"Investidores internacionais não terão benefícios diferentes daqueles destinados a empresas brasileiras, mas todos os interessados, sejam nacionais ou internacionais, podem desfrutar de condições adequadas para iniciar suas operações no Brasil. Temos alguns polos específicos em São Paulo e em Recife, por exemplo, para empresas de desenvolvimento de softwares. As unidades do Senai, entidades de ensino ligadas à Fiesp, oferecem cursos de atualização e formação de mão de obra qualificada, o que também pode ser um fator a ser levado em conta por empresas em busca de profissionais qualificados. Todas essas empresas podem contar com nossos alunos assim que o jogo for regulamentado”, declarou.

Anna Shahbazyan, da Betonstruct, trouxe sua experiência sobre a questão da regulamentação em mercados emergentes e a importância de regras claras sobre tributação, por exemplo. "É importante a chegada de empresas internacionais, para oferecer tecnologia e também competição, de maneira a desenvolver empresas locais e o próprio mercado. Ninguém vai oferecer no Brasil produtos de sucesso na Europa ou na Ásia... O objetivo é trazer a experiência vitoriosa do ponto de vista da experiência em si, mas desenvolvendo produtos e serviços com características locais”, disse.

Segundo ela, é impor

tante ter em mente também que o jogador precisa de segurança e confiança no setor. "Eles precisam saber que a regulação é boa para eles e que um mercado com regras claras faz com que a atividade evolua”.

John de Wit, CEO da Playbrands, comentou que não existem tantas empresas brasileiras atuando no mercado, mas estão fazendo muito sucesso no exterior. "Com o fim dos videobingos, o Brasil exportou empresas para o exterior. Há algumas empresas no país usando seu conhecimento e exportando conhecimento, mas outras estão no exterior, como a própria Playbrands. Vemos grandes empresas atuando no mercado internacional e que nasceram no Brasil na fase áurea dos bingos. Hoje temos também empresas atuando no segmento de videobingo online. Tudo isso é uma demonstração da capacidade brasileira e a herança que os bingos deixaram. Hoje, todas essas empresas internacionais brasileiras querem voltar para o Brasil e virão tão logo o setor seja regulamentado. Será um período muito interessante ver quais alianças vão ser geradas por esse movimento de volta ao mercado brasileiro. Precisamos estar atentos, pois as portas deverão ser abertas em pouco tempo. Vamos criar uma nova indústria de jogos forte no Brasil”.

Karen Sierra-Hughes, diretora para a América Latina da GLI, empresa de consultoria de certificação, disse que a Gaming Laboratories International aprendeu muito durante a regulamentação do jogo em outros países, especialmente nas áreas de máquinas de jogos e em apostas esportivas. "Todo o processo de certificação passa, antes, pela etapa de regulamentação dos jogos. Cada fase precisa ser bem definida para que o benefício seja direcionado, sempre, para o jogador, que é, no final das contas, o principal cliente de toda a indústria”.

Segundo ela, todos os controles que envolvem o jogo fazem parte de nossa atividade e é isso que precisa ser levado em conta pelo setor quando a regulamentação chegar ao mercado brasileiro, assim como quanto aos sistemas de controle interno, tanto para detecção de atitudes suspeitas, quanto para a questão da tributação, análises de equipamentos e da operação como um todo”, afirmou.

Fonte: GMB

Galería de fotos