QUA 18 DE JULHO DE 2018 - 07:12hs.
Sergio Jardim, presidente da Clarion Events Brasil

"O futuro empresário do Jogo no Brasil deve saber o que acontece no resto do mundo"

Completando uma semana de mais uma edição do BgC, o GMB conversa com Sergio Jardim, presidente da Clarion Events no Brasil, sobre as avaliações do congresso de 2018 e um dos principais assuntos  dentro da sala de conferência: a união do mercado. “As associações, como de loterias e bingos, ajudam porque reúnem um grupo de pessoas, mas, temos que fazer que todos em algum momento possam trabalhar juntos”, afirmou Jardim.

GMB - Qual a sua avaliação sobre a edição de 2018 do BgC?
Sergio Jardim - A minha avaliação é boa. Nós tivemos uma adesão muito grande das empresas, vimos a área lotada com expositores e uma adesão maior que no ano anterior. Ouvimos deles e dos patrocinadores que eles estão satisfeitos, encontraram muitas pessoas, fizeram contatos e tem negócios para concretizarem em um futuro próximo. Então, estamos animados com a feira.

Com relação aos debates realizados durante a conferência, qual a maior mensagem que o BgC 2018 deixou aos presentes?
Vários temas foram discutidos. Acho que a principal mensagem que sempre tentamos deixar é mostrar como as coisas acontecem em outros países onde o jogo está sendo trabalhado com sucesso. Claro que eles tem problemas, como nós temos também, passaram pela mesma fase que estamos passando para aprovar a lei, mas, acho que é interessante poder ouvir isso. Trazer os testemunhos de gente dos EUA, da Europa, de vários países da América Latina, ajuda a compreender que os desafios são comuns e os problemas também. Portanto, as oportunidades são boas porque é bom evitar cometer os mesmo erros que os outros cometeram; principalmente de lugares que são parecidos com o Brasil.

Entre os temas mais abordados entre os palestrantes, principalmente os brasileiros, está a questão da união entre as modalidades. Acredita que essa seja a maior barreira para que o setor consiga chegar a uma legalização? 
Acho que isso ajudaria muito porque o que estamos assistindo hoje é que diferentes modalidades, como por exemplo: bingos, cassinos e online, estão fazendo contato com as autoridades em Brasília e vendendo muito bem o seu peixe, alias, ninguém vende melhor o peixe deles do que eles mesmos. Mas, cada um fala do seu e fica difícil para o governo e para as autoridades terem uma visão geral da indústria na hora que ela não vai junta, vai separadamente fazendo suas campanhas e mostrando os benefícios. Acho que trabalhar mais em conjunto, não só as autoridades, mas, também a opinião pública, seria mais positivo para o setor.

E qual seria o melhor caminho para alcançar essa união da indústria? Criar uma nova entidade, apostar em uma pessoa ou em um grupo para liderar o setor?
Talvez eu não seja a melhor pessoa para dizer isso, mas, acho que a dificuldade acaba ajudando para que a união aconteça. Não sei a forma ideal para que isso aconteça. Existem algumas associações, como as de loterias e de bingos, que ajudam porque reúnem um grupo de pessoas, mas, temos que fazer que todos os grupos em algum momento possam trabalhar em conjunto. Não sei a melhor a forma, mas, a dificuldade é uma grande amiga nessas horas porque acaba fazendo com que surjam opções e alternativas para se trabalhar junto.

 A edição desse ano do BgC teve um novo formato na apresentação das palestras com a introdução da Quiet Conference em alguns momentos. Qual a sua avaliação desse novo sistema?
Eu acho que tudo pode ser melhorado. Estamos acompanhando o que o mundo esta fazendo em outros setores e mesmo na nossa atividade em outros países, então, seguimos as tendências daquilo que parece ser o melhor e mais moderno. Pra tudo cabe uma avaliação e melhorias para o próximo ano. Temos que lembrar que o público que esta aqui, que é na sua maioria da América Latina, tem um comportamento diferente do europeu, que é diferente do asiático, então, aquilo que vai bem num lugar, as vezes, só vai bem em outro com algumas adaptações. Temos que ser abertos para isso e acho que vamos conseguir progredir acompanhando o que há de mais moderno ao mesmo tempo trazendo isso para a nossa cultura brasileira e latina americana.

Podemos esperar mais novidades como essa para o próximo BgC? Quais os planos para 2019?
Nós temos a intenção de fazer o BgC no ano que vem e provavelmente será em junho. Esse BgC só aconteceu em Abril porque em Junho nós temos a Copa do Mundo e não seria prudente fazer junto com o mundial de futebol, pois iria impedir alguns profissionais do setor de virem ao Brasil, pois estariam profissionalmente interditos com o campeonato. Então, nós optamos por fazer em Abril, mas, provavelmente faremos em junho no ano que vem.

Eu acho que o nosso objetivo continua o mesmo; enquanto se tem uma discussão da legislação nós temos que trazer as pessoas aqui para já se prepararem. O que vimos aqui foram fornecedores de produtos, serviços e de tecnologia para as mais variadas modalidades de jogo. Quanto mais os nossos empresários operadores tenham contato com isso, mais eles estarão preparados para quando o jogo estiver legalizado, eles poderem rapidamente abrir os seus negócios. Então, o nosso objetivo é esse. Além de dentro da sala, permitir as discussões,  do lado de fora, onde nós temos os estandes, deixar que o futuro empresário do jogo no Brasil tenha contato com o que há de mais moderno no mundo que é o que as empresas que estiveram conosco mostraram.

Fonte: Exclusivo GMB