QUA 13 DE DEZEMBRO DE 2017 - 08:54hs.
Arlindo Figueiredo, presidente da AJES

“Brasil está apto e pronto para legalização do jogo”

(Exclusivo GMB) - A AJES Brasil é uma associação fundada em 2016 que trabalha por uma justa legalização dos jogos no Brasil. O GMB conversou com Arlindo Figueiredo, presidente da entidade sobre o andamento do processo de legalização, seu impacto na economia e o trabalho feito na AJES Brasil. “Lutamos pra mostrar ao governo e ao país anos a importância de olhar para este setor que jamais irá acabar, então, vamos legalizar e adequar isto imediatamente no país”, afirmou.

GMB - Como a AJES avalia o atual momento do processo de legalização do jogo do país? O que avançou e o que tem atrapalhado a aprovação final da lei?
Arlindo Figueiredo – O processo de legalização acontece em um momento em que nosso país está apto e pronto para isto, o avanço e a conscientização de que o país precisa dos jogos legalizados para o enriquecimento, impostos, a estrutura de empregos com carteira assinada e real ajuda ao INSS com mais 500 mil contribuintes ao mesmo tempo. O que atrapalha a legalização é a falta de conhecimento dos parlamentares que não sabem a verdadeira necessidade e o que realmente é o país fora da Câmara e do Senado e as grandes hipocrisias criadas pela falta de conhecimento. 

Há quem defenda que os defensores da legalização do jogo deveriam trabalhar mais diretamente com a população para explicar os benefícios que o mercado poderia trazer a todos. A AJES concorda com essa ideia? Que tipo de campanha poderia ser feita para alcançar esse resultado?
Concordo em levar ao conhecimento da população as dezenas de benefícios que a legalização trará ao país gerando milhares empregos que não são diretamente ligados ao jogo: cozinheiras, motoristas, pedreiros, marceneiros, seguranças, copistas;  shows, eventos, turismo, multi culturas, enfim, nada que seja maléfico.

Os principais argumentos contra a legalização do jogo são um possível aumento na lavagem de dinheiro e a questão do vício. O que associação pode falar sobre esses dois pontos? Eles serão considerados e podem gerar problemas em uma votação para legalização dos jogos?
Quanto a lavagem de dinheiro isto é um mito absurdo que se coloca na legalização por interesse secundários da Caixa Economia e outros. Quanto ao vício é um absurdo, pois o viciado hoje está escondido na clandestinidade e sem tratamento. O viciado com recursos sai do país para jogar deixando seus recursos fora de nossas dúvidas. Legalizando, regulando teremos o viciado fiscalizado e tratado, então, isto é mais uma vez prova da falta de conhecimento e da hipocrisia. O Brasil tem recursos infinitos de controle sobre os impostos, a lavagem e o jogador compulsivo.

Qual a posição da AJES quanto à decisão judicial do STJ do Rio Grande do Sul referente aos jogos e que também será debatida no STF? É um caminho mais rápido para a legalização? Quais as consequências?
A decisão do estado do Rio Grande do Sul, a meu ver, mostra que alguns estados e governantes enxergam que o limite de legalização tem ter atos isolados e de destaque para que o governo definitivamente se conscientize que basta desta venda nos nossos olhos; ser um dos poucos países com está cortina abaixada.

A AJES se coloca como uma defensora dos pequenos operadores de jogos nas ruas. Quais têm sido as ações da associação nesse sentido e quais os maiores benefícios que esses operadores terão com a legalização dos jogos?
Quanto aos chamados pequenos operadores, é um grande erro. O Brasil tem milhares de operadores em todo país interagindo nos bares e restaurantes para mantê-los abertos, pois, sem este calço 60% deles estariam fechados. Temos de encarar que lá fora o empreendedor do jogo gera emprego em carteira assinada; aqui somente o governo que vende a Mega Sena com chances de 1/50.000.000 e correto. A AJES foi fundada em 2016, mas, luta pra mostrar ao governo e ao país anos após sua proibição a importância de olhar para este setor gigante, imenso e que jamais irá acabar, então,  vamos legalizar e adequar isto imediatamente no país. 

Falando de futuro, tendo conseguido a legalização do jogo, quais serão os próximos passos que o país deve dar para conseguir um mercado de jogos forte e com bons resultados?
Além de cassinos com estruturas hoteleiras gigantes com investimento próximo a 500 milhões de dólares, bingos e br-1 trazendo imposto rico pra segurança , saúde e esporte mas com seriedade e fiscalização. Trazendo aos cofres da união 20.000 bilhões anuais. E sem contar. QUE AÍ SIM A CORRUPÇÃO E A LAVAGEM DE DINHEIRO NESTE SEGMENTO GIGANTESCO IRÃO ACABAR.
 
Como presidente da AJES Brasil, me coloco a disposição, como todos nós, para termos país com investimentos imensos no seguimento dos jogos, incluindo as loterias estaduais para uma interação com jogos online e o jogo do bicho. Pois os mesmos também fazem parte da cultura nacional e podem gerar impostos.  Deixar que nossos órgãos de polícia cuidem do que realmente o país precisa: SEGURANÇA. E não apreender quem gera empregos, finalizando assim as distorções entre as instituições e tirando de nossos fóruns milhões de processos inúteis que entopem nosso judiciário gerando milhões de reais em despesas e ocupação de juízes e promotores pra CHEGAR A INUTILI DADE DE MERA CONTRAVENÇÃO APÓS ANOS DE TRÂMITE. Enfim quem não vê os benefícios do jogo legalizado deve ter muita falta de conhecimento ou não quer ver a verdade.

Fonte: Exclusivo GMB