DOM 17 DE JUNHO DE 2018 - 20:57hs.
Grande interesse

Indústria moveleira está de olho na legalização dos jogos de azar

Não são só as empresas estrangeiras que estão de olho na legalização dos jogos de azar no Brasil. A indústria moveleira também acompanha de perto as discussões no Congresso. Isso porque o cálculo é que a cada mil bingos abertos haja demanda para ao menos 600 mil cadeiras. Antes da proibição dessas casas, em 2005, havia no Brasil 1,6 mil bingos.

Durante aquele período, pelo menos uma dezena de fabricantes de poltronas passaram a atender o setor, com design arrojado e grandes opções de customização das cadeiras em função da própria decoração das salas.

Além dos fabricantes de poltronas, também empresas de mesas e gabinetes se desenvolveram, oferecendo produtos adequados tanto às salas de cartelas quanto móveis e bancadas para computadores.

Hoje, com a possibilidade  de retomada da atividade, as empresas que atuavam no setor e migraram para outros segmentos, estão se preparando para readequar suas linhas de produção para voltar a atender os bingos a serem inaugurados.

Mais rigor
Após pedido de vista na Comissão da Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, no início de dezembro, a votação do projeto que autoriza a exploração de jogos de azar em todo o território nacional ficou para 2018.

O Ministério Público Federal defende um amplo debate sobre o tema. O temor é que ao invés de engordar os cofres públicos, a proposta sirva de trampolim para a lavagem de dinheiro e a sonegação de impostos no Brasil.

Fonte: GMB / Coluna do Broadcast - Estadão