QUA 18 DE JULHO DE 2018 - 21:05hs.
Hugo Baungartner, COO da RCT

"O assunto da regulação de jogos nunca foi tão discutido no Brasil"

Hugo Baungartner, COO da brasileira RCT Gaming, é uma das muitas autoridades especialistas que participam do Juegos Miami deste ano. Diante de sua participação no evento Country Roundtables, ele dedicou parte do tempo para discutir as perspectivas passadas, presentes e futuras do Brasil, enfatizando a necessidade de intercâmbios entre países para superar os obstáculos e evitar a necessidade de constantemente tentar reinventar a roda.

Na sua opinião, quão importante é ter eventos como o Juegos Miami, onde os tomadores de decisão da indústria e dos reguladores podem se encontrar e interagir?
Em um mundo como hoje, onde as tecnologias se renovam tão rapidamente, ter a oportunidade de conhecer pessoas que tomam decisões na indústria de jogos é extremamente crítica, e o Juegos Miami é um importante ponto de encontro e estrategicamente posicionado para atender toda a América Latina. Espero ansiosamente encontrar todos os participantes da indústria do jogo no evento, e espero que o governo brasileiro esteja representado e aberto a sugestões sobre como produzir uma regulação excelente e séria do mercado de jogos.

O que você espera alcançar nas mesas-redondas Juegos Miami Country?
A similaridade socioeconômica e linguística dos países da América Latina possibilita a troca de experiências entre reguladores e operadores para orientar projetos industriais. Essas reuniões tornam esse intercâmbio mais rápido e objetivo.

Qual é a sua avaliação atual do panorama legislativo no Brasil?
O Brasil passou e está passando por algumas transformações políticas. Essas transformações acabam enfocando outras importantes decisões para o futuro do país. O tema da regulamentação dos jogos nunca foi tão discutido e, apesar de ser um ano em que um novo presidente será eleito, esperamos que a regulamentação não seja adiada.

Em relação a isso, quais são os obstáculos que o Brasil precisa superar?
O preconceito da mídia parece ser menos aparente. Agora precisamos superar o preconceito de alguns parlamentares de mentalidade religiosa, que estão isolados, geralmente sem nenhuma base clara e sustentável. Eles são cegos ou não querem ver que a não-regulamentação é pior para aqueles que eles afirmam estar protegendo.

Você acha que o Brasil deveria aprender com os sistemas regulatórios de outras jurisdições atualmente em vigor ou deveria criar seu próprio conjunto de regulamentações sob medida?
Ninguém deveria querer reinventar a roda. Existem vários regulamentos globais sobre os quais o Brasil deve olhar no que diz respeito ao controle do jogo regulamentado. Com o atual desenvolvimento da tecnologia, é possível ser muito preciso com o controle on-line de jogos e apostas, o que torna tudo muito possível no futuro.

Quão valioso você acha que o evento deste ano co-localizado com a GiGse, trazendo um evento pan-latino-americano e um norte-americano juntos sob o mesmo teto?
Toda a experiência do mercado norte-americano é importante para outros países. Será uma excelente oportunidade para os operadores globais mostrarem aos empresários dos EUA que eles têm a tecnologia e a experiência para trabalhar efetivamente nesse mercado.

 

O extenso programa Juegos Miami 2018, que acontecerá em três dias no The Biltmore, em Miami, permitirá que operadores, reguladores e governos enfrentem os desafios e oportunidades enfrentados pelo setor.

Para baixar a agenda, visite www.juegosmiami.com/learning-program.

Fonte: GMB