QUA 19 DE SETEMBRO DE 2018 - 10:50hs.
Presidente da LOTERJ

Sérgio Ricardo de Almeida: "Muita luta e boas vitórias"

Luta. Muita luta e boas vitórias. O ano de 2017 foi marcado por desafios significativos para o setor de loterias no Brasil. Apesar de ser um serviço que existe há mais de 100 anos, o Ministério da Fazenda resolveu agora que as loterias estaduais não poderiam mais operar. Isso para garantir o monopólio federal e tornar o leilão da Lotex mais atrativo para o mercado.

É no mínimo curioso que a criadora do conceito de loteria instantânea não possa mais atuar. Para quem não se lembra, foi em 1991 que a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) apresentou ao mercado a comercialização de uma então nova modalidade de jogo, batizada de Raspadinha, com o tema Lambada da Sorte. De lá pra cá, com diferentes campanhas, já vendemos mais de um bilhão de bilhetes, tendo, inclusive, atingido a marca extraordinária de quatro milhões de vendas em apenas um dia.

O que pareceria um revés, a posição do Ministério da Fazenda nos serviu de mola propulsora para defender o nosso serviço e os importantes recursos para o Estado do Rio de Janeiro. Mobilizamos a classe política e conseguimos a adesão da bancada de deputados à causa. A sociedade civil nos apoiou assinando a petição #ViraOJogoRio. Tanto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como o centenário Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) reforçaram posição da legitimidade da nossa operação.

O leilão da Lotex, até então dado como certo para o fim de 2017, vem sofrendo sucessivos adiamentos, com questionamentos do Tribunal de Contas e diminuição de 40% do seu valor de face. No Supremo Tribunal Federal, esperamos que o ministro Gilmar Mendes julgue o quanto antes o recurso do Rio de Janeiro. A Justiça Federal já deu, inclusive, vitória a Minas Gerais em pleito semelhante.

O próprio Ministério da Fazenda começa a dar sinais de que pode estar mudando de visão. Em audiência pública no início do mês, o subsecretário de Acompanhamento Econômico da pasta, Alexandre da Silva, defendeu a privatização da Lotex argumentando, no entanto, que "qualquer monopólio tende à inércia". O titular Henrique Meirelles também criticou em dezembro o conceito de monopólio na operação do Detran.

E reforçando a importância da Loteria Estadual para quem mais precisa, estamos terminando 2017 com a destinação de R$ 4,5 milhões a mais de 40 projetos sociais de todo o Estado do Rio de Janeiro. Instituições que cuidam de crianças, vítimas de violência, deficientes e idosos. Estes sabem que com a Loterj eles podem contar. Em 2018 e nos próximos anos.

Sérgio Ricardo de Almeida é presidente da Loterj

Fonte: GMB / O Dia