SEX 15 DE DEZEMBRO DE 2017 - 21:17hs.
Estudo da Remote Gambling Association (RGA)

Quase 70% dos apostadores portugueses opta por operadores não licenciados

Quase sete em cada dez jogadores portugueses (68%) opta por operadores não licenciados em Portugal para apostas ‘online’, segundo o primeiro estudo sobre o mercado nacional da maior associação destes operadores na Europa, a RGA. O estudo aferiu como consequência que apenas 39% do montante apostado por jogadores portugueses ‘online’ é aplicado no mercado regulado.

Quase sete em cada dez jogadores portugueses (68%) opta por operadores não licenciados em Portugal para apostas ‘online’, segundo o primeiro estudo sobre o mercado nacional da maior associação destes operadores na Europa, a RGA.

Entre os objetivos desenhados para o regime jurídico dos Jogos e Apostas online (Decreto de Lei 66/2015) estava a defesa dos consumidores, a redução da dimensão do mercado não regulado e o aumento das receitas fiscais adicionais, recorda-se no estudo, que, concluiu que a grande maioria dos jogadores nacionais preferem operadores não licenciados em Portugal “em busca de melhores probabilidades”.

Com base, entre outras fontes, num inquérito a jogadores ‘online’ em Portugal, a Remote Gambling Association (RGA) informou que 68% dos inquiridos apostam em plataformas não reguladas, dos quais 38% admitem que apenas utilizam estes operadores ‘offshore’. 30% optam por operadores regulados e não regulados.

No mercado português, o “setor das apostas desportivas é o mais importante e também o mais afetado por restrições de tributação, baseada no volume de negócios ao invés da receita bruta, como acontece com os jogos de azar”.

O estudo aferiu como consequência que apenas 39% do montante apostado por jogadores portugueses ‘online’ é aplicado no mercado regulado. O documento nota que não existem valores disponíveis em relação ao volume de negócios gerado pelos operadores licenciados.

Pierre Tournier, diretor de Relações de Governamentais da RGA, refere que o estudo mostra que o mercado português, nos moldes atuais, “não está a cumprir estes objetivos, sobretudo o do combate ao mercado ilegal.”

Quanto à frequência das apostas, 54% dos jogadores responderam apostar diariamente e 27% que o fazem mais de duas vezes por semana.

Os apostadores centram-se, sobretudo, nas apostas desportivas (86%), seguindo-se o ‘poker’ (13%) e os jogos de casino (1%).

O estudo identifica ainda que poucos apostadores se registaram no mercado português desde 2016, já que 87% dos inquiridos referem ter realizado o registo antes de 2016.

A primeira licença em Portugal foi atribuída em maio de 2016 e até à data foram concedidas 11 a sete operadores, segundo o estudo, efetuado com base em 1.042 repostas.

A RGA é uma associação internacional sediada em Londres e Bruxelas.

Fonte: GMB / dnoticias.pt