QUA 18 DE JULHO DE 2018 - 13:37hs.
Gabriel Castro, presidente da Real Poker e da PokerWeb

“A regulamentação dos jogos no Brasil é uma coisa que nós vamos vivenciar”

O empresário brasileiro Gabriel Castro, presidente da Real Poker, foi palestrante no segundo dia do 5º Encontro da ADTP em São Paulo, onde apresentou ideias de gestão para clubes e torneios da modalidade e o novo software da empresa, o PokerWeb. Em conversa com o GMB, ele fala um pouco mais sobre o novo sistema, a importância desse evento, os planos da Real Poker para o futuro e a regulamentação dos jogos no Brasil.

GMB - Como foi a palestra no 5º Encontro da ADTP. Qual era o seu tema e o que de mais importante foi apresentado?
Gabriel Castro - Antes de tudo é importante ressaltar a importância de um evento como esse porque ele dá as diretrizes do poker nacional. Tudo que é discutido aqui se espalha por todo o Brasil uma vez que nós temos profissionais, diretores, de todos os lugares do país. É muito gratificante poder contribuir diretamente para eles, uma vez, que tanto a Real Poker, quanto a Pokerweb, também atende todo o Brasil e estamos trabalhando intensamente para o crescimento do poker. Então, compartilhar com eles um pouco de gestão, uma visão mais estratégica do poker como negócio, porque muita gente confunde a paixão pelo poker com ter o poker como um negócio, é muito valido para que o negócio deles, os torneio que fazem, deem certo e que o poker continue crescendo.

E como você sentiu a interação do público no evento? Acredita que todos estão com o mesmo objetivo de fazer a modalidade crescer ainda mais?
Eu me surpreendi com a forma como todos ficaram muito conectados com o que eu estava falando e eu acredito que isso aconteceu porque ninguém antes, não ninguém, mas, não nessa magnitude, deu a importância de parar e compartilhar um pouco de experiência relacionada a isso. São só dez anos de carreira, mas são anos muito intensos a frente de negócios e eu tentei resumir de forma que fosse muito válido para todos. E considerei muito bom o retorno que eu tive dos olhares, das perguntas e do interesse de cada um.

Durante a palestra você apresentou o sistema de gestão PokerWeb. Você pode nos explicar um pouco mais sobre como ele funciona e sua importância para os clubes e torneios de poker?
O Pokerweb é um software que faz a gestão completa de um clube de poker. Faz a gestão de torneios, de cashgame, do bar, de hankings, controle de vagas para satélites, até o financeiro geral, finalizando com o DRE completo do clube de poker. Então, um clube ou evento de poker que usa a Pokerweb, ela não precisa de softwares auxiliares, ele consegue fazer toda a gestão ali e dá uma visão 360 graus do negócio da pessoa. E é um software que não está parado. Assim como o poker está evoluindo, assim como hoje nós estamos discutindo a evolução das regras do poker aqui, a Pokerweb está evoluindo a cada dia conforme a necessidade do mercado.

E quais são os planos de expansão de negócio para a Pokerweb? Pretendem atender clubes fora do país, já que tivemos diretores de torneios de toda América Latina participando do evento?
Hoje nós já temos clientes no Uruguai e estamos abrindo a nossa operação para o mundo. O software já está em inglês e espanhol; e a língua é por usuário, ou seja, o mesmo clube de poker  pode ter pessoas operando o sistema em várias línguas. Conforme a pessoa entre com o login dela poderá ver as informações em inglês, espanhol, como escolher. Isso permite, por exemplo, cassinos ou clubes de poker que tem operações mistas de fronteira, com profissionais mistos, trabalharem com informação mais limpa e direta, sem ruídos. Um exemplo é um torneio que pode estar acontecendo no Uruguai, onde os caixas são de lá, e falam espanhol, mas, pode muito bem receber profissionais capacitados do Brasil, como diretores de torneio, e você não terá ruído de informação porque o software permite isso. Hoje um clube da Europa ou do outro lado do mundo que queira usar o nosso sistema nós estamos preparados para atendê-lo.

Na nossa última entrevista você nos falou sobre o desenvolvimento da Real Poker. Pode nos falar um pouco mais sobre a empresa, o quanto ela já cresceu daquela conversa até hoje e quais seus novos projetos e planos?
A Real Poker, como não faz muito tempo que conversamos, ainda tem as mesmas metas e objetivos, o que mudou é o mercado que a gente vem conquistando. O que tínhamos de mercado há alguns meses atrás era um pouco menos do que temos hoje e aos poucos nós vamos avançando. Recentemente nós temos mais um passo que foi dar um pouco mais de atenção para outras mesas de jogos, além das mesas de poker. Então, o projeto que a gente vem desenvolvendo com as mesas de blakjack, de roleta, de creps e todas as outras; é o que a gente esta saindo com ele pra valer para o mercado.

Falando em sair de verdade para o mercado, uma medida que vai ajudar na expansão do setor é a legalização dos jogos no Brasil. Qual a sua avaliação desse processo?   
Eu acredito muito nesse passo, principalmente quando você fala de mundo, você olha pra fora e vê que o Brasil não tem, fica uma questão meio sem sentido. Só que é uma coisa que não depende de mim diretamente, o que eu posso ir contribuindo, eu tento contribuir. Recentemente, a gente publicou um vídeo quebrando alguns preconceitos, alguns paradigmas da cultura brasileira com relação aos jogos. Eu venho de uma criação que tanto da forma religiosa quanto familiar não olham com bons olhos os jogos. Meu pai não vê com bons olhos, mas, ele joga na loteria e participa do bingo da igreja, e isso fica meio sem sentido. Então, eu gravei esse vídeo compartilhando um pouco disso. Preconceitos que são levados e que não são repensados, que não fazem mais sentido nenhum.
Não tem mudado muitas coisas recentemente, mas, eu continuo acreditando que eu vou participar dessa mudança, não é uma coisa que eu ache que vai ficar para uma próxima geração, é uma coisa que nós vamos vivenciar.

Na sua opinião qual é o passo que falta para se conseguir a regulamentação da atividade no Brasil?  Acredita que ela possa sair ainda nesse governo?
O principal passo está na legislação e ela vai acontecer quase que por bem ou por mal porque o mercado precisa tanto que as pessoas estão arrumando formas de praticar o jogo, seja de modo ilegal, seja por brechas da lei. Nós estamos vendo várias atividades se iniciando e batendo de frente porque o pessoal quer trabalhar. Então, depende mesmo do governo e eles vão fazer de um jeito ou de outro.
Eu não sou uma pessoa de dentro da política, mas, eu vejo várias coisas que o Temer (presidente da república) fez que dificilmente outro político faria. Falando de reforma trabalhista, da previdência, ele faz algumas coisas que não são para agradar, mas, porque ele acha que é certo; e eu não estou dizendo se é certo ou não; mas, que não é só politicagem. Então, se ele achar que o jogo é bom, pode ser que ele faça sim. É uma possibilidade.         

Voltando a falar da Real Poker, um novo passo que vocês deram é a parceria com o Games Magazine Brasil. Qual a importância dessa união e de ter sua marca realacionada a um dos maiores veículos do setor?
Quando eu falo em sair pra valer para o mercado é exatamente por isso. Até então, a gente não tinha uma mídia relevante, uma parceria que podesse entregar essa informação do que nós estamos fazendo para tantas pessoas e de uma forma tão rápida. A Real Poker acredita que o Games Magazine Brasil vai nos ajudar a mostrar para todo o mercado o quão bom são nossos produtos, como nossa equipe é responsável e o quanto a Real Poker é séria no que ela faz.

Fonte: Exclusivo GMB

Galería de fotos