SÁB 5 DE ABRIL DE 2025 - 01:27hs.
Insights da nanocosmos

Streaming sem delay: latência de vídeo em 2025

A latência de vídeo impacta transmissões interativas como apostas online, leilões e eventos ao vivo. Para minimizar esse atraso, é essencial otimizar codificação, protocolos (SRT, WebRTC, H5Live), CDN e players adaptativos. O nanoStream Cloud oferece uma solução completa para streaming em tempo real e de alta qualidade. Neste artigo, a nanocosmos aponta alguns insights sobre o tema.

Se você já assistiu a uma live e percebeu que ela estava “atrasada” em relação ao que realmente estava acontecendo, você já lidou com o que chamamos de latência de vídeo. Esse atraso pode até não ser um grande problema em alguns casos, mas em situações interativas, como jogos online, leilões ao vivo ou eventos esportivos, ele pode causar bastante frustração. Vamos entender melhor o que isso significa e como resolver.

Quando se trata de transmitir vídeo ao vivo pela internet, há muitos fatores a considerar. Garantir uma experiência de alta qualidade para espectadores em todo o mundo não é tarefa fácil. Além disso, muitos distribuidores de conteúdo enfrentam o desafio de minimizar o atraso entre o momento em que o vídeo é capturado e quando ele é exibido nos dispositivos dos usuários. Esse atraso, chamado de latência de vídeo, é uma questão crítica para casos de uso interativos.

Neste artigo, vamos detalhar o que é possível em termos de latência de vídeo em 2025, oferecer dicas para reduzir o atraso nas transmissões e apresentar estratégias para que empresas alcancem streaming em tempo real, mantendo um alto nível de qualidade e uma ótima experiência para o público.

Para contextualizar, estamos falando sobre transmissões ao vivo de uma fonte para muitos espectadores, independentemente do tamanho do público e da localização. Aplicativos de comunicação por vídeo, como Skype, Teams e Zoom, geralmente não têm problemas de latência, já que tudo precisa acontecer em tempo real. No entanto, essas ferramentas têm limitações de escala e tamanho de grupos e, muitas vezes, não funcionam bem em navegadores. Por isso, o streaming em larga escala exige soluções mais específicas.

O que é latência de vídeo?

Latência de vídeo é o atraso entre o momento em que um vídeo é capturado e quando ele aparece na tela do espectador. Esse atraso é geralmente medido em segundos. Apesar de não existir um padrão oficial na indústria de streaming para a terminologia sobre latência, nós usamos as seguintes categorias:

* Alta latência: Em muitas aplicações, a latência ultrapassa os 30 segundos. Isso acontece porque protocolos padrão baseados em HTTP, como o HLS, utilizam segmentos de 6 segundos por padrão e exigem pelo menos três segmentos antes de começar a reprodução do vídeo. Esse atraso pode ser aceitável para transmissões lineares, mas mesmo assim, não é o ideal.

* Latência típica: Aqui, a latência fica entre 6 e 30 segundos. Muitos canais de notícias ao vivo e esportes trabalham bem com esse atraso. No entanto, com a popularização de experiências como segunda tela, watch parties e sobreposições interativas, a indústria está buscando reduzir ainda mais esse intervalo.

* Baixa latência: Quando o streaming é ajustado para baixa latência, ele chega aos espectadores entre 1 e 6 segundos após a captura do vídeo. Muitas redes sociais operam nesse intervalo, o que explica porque às vezes há um descompasso entre o momento em que um comentário aparece na tela e quando a pessoa que está transmitindo o reconhece.

* Latência ultrabaixa ou em tempo real: Quando o streaming acontece em menos de um segundo, ele entra na categoria de latência ultrabaixa. Esse é o padrão ideal para entretenimento em tempo real. Conteúdos interativos, como games, eventos virtuais, aulas online de fitness e muito mais, devem sempre mirar nesse objetivo. Por isso, ao longo deste artigo, usamos os termos “em tempo real” e “latência ultrabaixa” para nos referir à mesma coisa.

Você pode estar surpreso com o fato de que “alta” e “típica” latências chegam a vários segundos! Isso ocorre devido à natureza do streaming de vídeo. Quando a Apple criou o protocolo HLS alguns anos atrás, o streaming ficou mais simples do que antes, mas esse protocolo introduziu uma latência significativa no streaming. Na época, isso não era um problema, já que o streaming ao vivo era menos comum e mais usado para aplicações “tipo TV,” como transmissões lineares.

Quando a baixa latência é importante?

Por que, afinal, a latência de vídeo é um problema? O exemplo clássico é ouvir o seu vizinho comemorando um gol enquanto a transmissão ao vivo que você está assistindo ainda está alguns segundos atrasada. Mas existem razões bem mais sérias para reduzir a latência.

Em experiências de vídeo que exigem participação em tempo real, a latência pode ser desastrosa. Imagine tentar dar um lance em um leilão ao vivo e, 30 segundos depois, descobrir que o item foi vendido por um preço bem abaixo do que você estava disposto a pagar. Nesse caso, o atraso causa uma experiência ruim para os participantes e significa perda de receita para a casa de leilões.

Como já mencionamos, nem todas as aplicações de streaming ao vivo precisam de baixa latência. Em transmissões no estilo OTT (Over-The-Top), onde não há interação, a latência não é um fator crítico. O foco principal pode ser sincronizar, por exemplo, “os aplausos da audiência” com outros canais de transmissão, como TV a cabo ou rádio. Nesse caso, uma latência “média-baixa” de 6 a 10 segundos é suficiente.

No entanto, como mostrado no gráfico do Relatório de Desenvolvedores de Vídeo 2022/2023 da Bitmovin, em ambientes de transmissão como esses, atrasos de mais de cinco segundos ainda são comuns. Por outro lado, nos chamados “cenários de maior interação” (lean forward scenarios), manter uma latência abaixo de um segundo é fundamental. Sem essa rapidez, a monetização e o engajamento interativo com o conteúdo tornam-se inviáveis.

Reduzir a latência não é apenas uma questão de qualidade técnica, mas também de garantir experiências dinâmicas e rentáveis para quem está transmitindo e participando.

Quem precisa de streaming de ultrabaixa latência?

Praticamente qualquer caso de uso interativo, onde os espectadores possam influenciar o conteúdo com sua participação, depende de streaming em tempo real. Reduzir o atraso ao mínimo é essencial para aumentar o engajamento.

Aqui estão alguns exemplos de experiências baseadas em vídeo onde a latência ultra baixa é indispensável:

* Apostas online e iGaming
No ambiente atual de apostas online, os jogadores tomam decisões em frações de segundo enquanto assistem a eventos ao vivo. Cassinos online, sites de apostas esportivas e outras plataformas de iGaming precisam de streaming com latência ultrabaixa para garantir que os palpites sejam registrados a tempo. Com novas tendências como o microbetting ganhando espaço, a demanda por entrega de vídeo rápida só aumenta.

* Comércio ao vivo e leilões em tempo real
No live commerce, o tempo é tudo. Os compradores são impulsionados pela urgência que o streaming em tempo real oferece. Além disso, a possibilidade de interagir no chat durante uma demonstração de maquiagem, dar um lance em um leilão ou garantir o último item disponível antes que ele seja vendido exige uma latência inferior a um segundo.

* Reuniões corporativas e eventos ao vivo
Quem já participou de uma reunião no Zoom sabe como o atraso no vídeo pode ser desconfortável e frustrante. Com mais eventos se tornando virtuais, as empresas estão investindo em colaboração em tempo real, independentemente da distância. Replicar a experiência presencial começa com a redução da latência, o que também garante reuniões produtivas e eventos mais envolventes.

Streaming de baixa latência não é só uma questão técnica; é a base para experiências que capturam a atenção e geram resultados.

O que causa latência no streaming ao vivo?

Transmitir vídeo ao vivo pela internet é mais complicado do que parece. O caminho “de ponta a ponta” – da câmera até a tela do espectador – passa por várias etapas, como transcodificação, entrega e playback.

Além de ser um processo demorado e cheio de detalhes, montar uma infraestrutura completa de streaming exige bastante conhecimento técnico. Por isso, muitas empresas preferem contar com parceiros especializados, como a nanocosmos, para garantir uma infraestrutura de streaming em tempo real que funcione.

Aqui estão os principais pontos do fluxo de streaming onde a latência pode aparecer:

* Codificação, transcodificação e packaging
Desde o momento em que o vídeo é processado no codificador local até a transcodificação usada para ajustar o conteúdo, várias etapas podem causar atrasos. Coisas como taxas de bits muito altas, uso de codecs diferentes e até o upload inicial podem aumentar o tempo de transmissão.

* Formato de entrega e tamanho dos segmentos
Como já comentamos, protocolos padrão como HLS e DASH não foram feitos para velocidade. O tamanho dos segmentos (ou pedaços do vídeo) é um dos principais culpados pelo atraso. E, para alcançar uma latência de menos de um segundo, é essencial usar formatos de ultra baixa latência, como H5Live ou WebRTC.

* Entrega para os usuários finais
Experiências online envolventes não podem ser limitadas pela distância. Mas, quanto mais longe o espectador estiver dos servidores, mais tempo o vídeo demora para carregar. Escolher uma CDN que atenda às suas necessidades de entrega ultrarrápida é fundamental para resolver isso.

Reprodução
Muitos players exigem que alguns segmentos sejam carregados antes de começar a exibir o vídeo. Isso cria aquele pequeno atraso entre o clique no “play” e o início da transmissão ao vivo. Usar um player com início rápido resolve esse problema e oferece ao público a resposta imediata que ele espera.

Identificar e ajustar esses gargalos é essencial para criar uma experiência de streaming fluida, rápida e verdadeiramente interativa.

Como reduzir a latência no streaming?

A latência pode surgir em várias etapas do fluxo de streaming, então resolvê-la exige uma abordagem completa. Otimizar todos os estágios demanda conhecimento técnico e pode desviar o foco das prioridades principais do seu negócio.

Por outro lado, soluções como o nanoStream Cloud cuidam de toda a tecnologia para você, oferecendo mais de 25 anos de experiência em streaming de áudio e vídeo.

Abaixo, exploramos onde os atrasos no vídeo podem ocorrer. Como você verá, a maneira mais prática de garantir uma entrega de alta qualidade em tempo real é controlar toda a cadeia de streaming com uma plataforma ponta a ponta.

1. Codificação Eficiente
Seja usando um codificador de código aberto como o OBS Studio, um hardware como o Osprey Talon ou uma solução baseada em navegador como o nanoStream Webcaster, a redução da latência começa aqui. É importante escolher um codificador que ofereça suporte aos formatos de contribuição de baixa latência listados abaixo. Além disso, o codificador deve ser configurado corretamente e integrado a uma plataforma de streaming para entrega em larga escala.

2. Protocolos de baixa latência
Garantir experiências de streaming de qualidade vai além de escolher protocolos. Como existem vários disponíveis, pode ser confuso decidir qual usar. Soluções como o nanoStream Cloud resolvem isso automaticamente, identificando o protocolo mais adequado para cada situação.

Aqui está um resumo dos protocolos de streaming de baixa latência mais usados:

* SRT (Secure Reliable Transport):
Ideal como formato de ingestão, o SRT transporta conteúdos ao vivo para plataformas como o nanoStream Cloud, onde o vídeo é convertido para um formato adequado à reprodução. É confiável até em redes instáveis, sendo perfeito para casos como leilões ao vivo, transmissões de notícias e outros.

* WebRTC (Web Real-Time Communication):
Esse protocolo ultrarrápido funciona tanto para ingestão quanto para entrega. Criado para colaboração em tempo real, o WebRTC suporta codificação via navegador, sendo ideal para reuniões corporativas ou transmissões diretas do seu laptop. No entanto, para escalar para milhares de espectadores, é necessário infraestrutura adicional (que nós da nanocosmos fornecemos).

* Low-Latency HLS:
A especificação mais recente da Apple tenta superar os longos atrasos do HLS tradicional. Com latência de 2 a 5 segundos, é uma opção válida, mas ainda pode ser alta para alguns casos de uso.

* Media Over QUIC:
Apresentada por nós na IBC 2023, essa tecnologia emergente foi projetada para simplificar a ingestão e distribuição de mídia de baixa latência. Oferece benefícios como conexão rápida com um único handshake, suporte a roaming (mudança entre Wi-Fi e celular), controle de congestionamento e mais.

* H5Live:
Nossa tecnologia exclusiva, baseada em WebSockets, Low-Latency HLS e MP4 fragmentado, compete diretamente com o WebRTC em termos de velocidade de entrega. O H5Live garante streaming em sub-segundos e escala facilmente. Ele não é um formato proprietário, mas combina inteligentemente o dispositivo do usuário final com o formato mais adequado, sendo facilmente incorporado a qualquer navegador.

3. Rede de distribuição de conteúdo de ultrabaixa latência
A CDN (Content Delivery Network) é o núcleo de qualquer plataforma de streaming ao vivo. É o elemento essencial do vídeo online, garantindo que o conteúdo chegue a todos os cantos do mundo sem interrupções ou buffering, independentemente do tamanho da audiência. Porém, para fluxos de vídeo interativos, é preciso mais do que uma CDN tradicional.

Com uma solução como o nanoStream Cloud, que combina uma CDN de ultrabaixa latência com uma infraestrutura de vídeo robusta, a distribuição rápida do conteúdo é o foco principal. Nossa infraestrutura de streaming, com mais de 1.100 servidores globais, garante transmissões em sub-segundos em escala mundial. Foi projetada para alcançar qualquer audiência, sem interrupções, utilizando auto-escalonamento dinâmico e failover automático.

4. Suporte a metadados em tempo real
Manter a interação fluindo em ambientes de vídeo interativo exige um loop contínuo de feedback com seu público. Recursos interativos, como chats ao vivo, enquetes e apostas, só são possíveis com metadados sincronizados em tempo real.

Por isso, é essencial buscar uma plataforma de vídeo que ofereça suporte a metadados ao vivo. Isso garante que os elementos interativos que seus usuários esperam possam ser integrados perfeitamente ao conteúdo transmitido.

5. Player HTML5 Adaptativo
Tudo o que mencionamos até agora só será efetivo se você tiver um player de ultrabaixa latência, como o nanoStream H5Live Player, parte essencial da plataforma de vídeo em tempo real nanoStream Cloud. Recursos como entrega adaptativa de bitrate, início rápido de vídeo e suporte a protocolos de baixa latência são indispensáveis (e o nosso player oferece tudo isso).

6. Plataforma de vídeo de ponta a ponta
Conseguir uma transmissão de vídeo com baixa latência não é fácil. Todos os componentes mencionados precisam funcionar em perfeita harmonia. E, a menos que você esteja criando o próximo Netflix do zero, isso só é possível com uma solução completa, preparada para entregas em larga escala e alcance global.

Uma plataforma de ponta a ponta, criada para garantir experiências com ultrabaixa latência, é essencial. Integrar funcionalidades de análise, CDN e player em uma única solução unificada assegura entregas consistentes e confiáveis em todas as plataformas. Com essa abordagem, os operadores podem focar no monitoramento de métricas e ajustes necessários para proporcionar experiências de alta qualidade. Isso significa que você pode se concentrar no seu negócio enquanto mantém controle total sobre a experiência de vídeo.

Outras considerações ao criar experiências de vídeo interativas

Manter sua audiência engajada vai além de oferecer tempos de entrega rápidos. Trata-se de criar uma experiência de alto nível que seja escalável, de alta qualidade e fácil de usar. Assim, as empresas podem se concentrar no que fazem de melhor. Aqui estão alguns recursos importantes a serem considerados ao desenvolver um aplicativo de vídeo interativo que atenda a esses objetivos:

Análises:
De que adianta o conteúdo chegar rapidamente aos espectadores se a experiência deles for ruim? É essencial ter uma solução de análises que forneça insights sobre o desempenho completo da transmissão. Isso ajuda a identificar e resolver problemas, garantindo uma experiência de qualidade.

Segurança:
Proteger o conteúdo é fundamental para a monetização. Além de garantir a segurança dos streams, medidas robustas também protegem os usuários e a reputação da empresa. Escolher uma plataforma com mecanismos de segurança confiáveis também aumenta a confiabilidade da solução – esse não é o lugar para economizar.

Facilidade de Integração:
A menos que você esteja construindo toda a infraestrutura internamente, é importante escolher uma plataforma que se integre facilmente a outras ferramentas. Uma API de vídeo compatível com os seus fluxos de trabalho e sistemas existentes torna a operação muito mais simples e eficiente.

 



Como começar com o nanoStream Cloud

Criamos o nanoStream Cloud para impulsionar experiências de vídeo envolventes que exigem entrega em tempo real. Nossa solução reúne todos os requisitos detalhados neste artigo em uma plataforma abrangente, colocando você no controle total da experiência de vídeo.

Se você está pronto para criar experiências incomparáveis que geram resultados para o seu negócio, não há tempo a perder. Comece hoje mesmo com uma avaliação gratuita.

A nanocosmos apresentará sua solução abrangente de vídeo em tempo real nanoStream no BiS SiGMA Americas, de 7 a 10 de abril em São Paulo - estande P62. As reuniões podem ser reservadas aqui: https://www.nanocosmos.net/sigma-americas-2025/

 



Fonte: nanocosmos