DOM 24 DE SETEMBRO DE 2017 - 16:11hs.
Jan Jones, VP de Relações Governamentais do grupo

"Caesars quer investir R$ 7 bilhões para ter 3 cassinos no Brasil"

(Exclusivo GMB) - Com 50 cassinos em seis países e faturamento de US$ 9 bilhões por ano, o Caesars Entertainment tem grandes planos para o pais, segundo contou em Brasilia para Games Magazine Jan Jones, a vice-presidente do grupo e ex-prefeita de Las Vegas. Ela confidenciou que pretendem instalar três grandes complexos de cassinos integrados com hotel, shopping center, restaurantes e salas de espetáculos, faltando apenas alguns detalhes para definir entre os quatro locais visitados, a saber, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador ou Brasília.

"Caesars quer investir R$ 7 bilhões para ter 3 cassinos no Brasil"

Credito: Game Magazine Brasil

Credito: Game Magazine Brasil

GMB – Qual é sua avaliação sobre o futuro mercado de jogos no Brasil?
Jan Jones – Acho uma grande oportunidade o Brasil discutir uma lei para o jogo, que promoverá não só o turismo no Brasil, mas também o desenvolvimento econômico, com a criação de empregos, geração de impostos e a própria inclusão de um país de grandeza continental em uma indústria próspera.

Acredita que chegou o momento de o país finalmente regulamentar os cassinos?
Sem dúvida. Já assisti à regulamentação do jogo em diversos países e em todos eles aconteceram discussões sérias e, claro, demoradas. Acho que o Brasil está numa fase bem adiantada e avalio que em bem pouco tempo a regulamentação acontecerá.

Quais são os objetivos do Caesars Entertainment em relação ao mercado brasileiro de jogos?
Achamos que o Brasil é a maior oportunidade de expansão no mundo e estamos assistindo e monitorando as discussões da legislação e oferecendo subsídios técnicos para os parlamentares de maneira a que eles entendam muito bem o que nossa indústria representa para a economia. Não estamos mostrando apenas o significado do jogo em si, mas também a importância de uma regulamentação rígida e séria, além da adoção de critérios consistentes para o jogo responsável.

O Grupo já definiu preliminarmente quantos resorts integrados com cassinos irá instalar e operar no país?
A lei limita em três cassinos por grupo e nosso objetivo e ter as três licenças, o que demonstra nosso interesse pelo Brasil e o que o país irá representar para nosso grupo do ponto de vista de investimentos.

Já estão definidas as regiões que terão a grife Caesars no Brasil?
Temos olhado várias regiões, mas por enquanto os locais que mais tem despertado nosso interesse são o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Brasília. Ainda precisamos conhecer melhor outras localidades, mas por enquanto as quatro citadas são onde as avaliações estão mais aprofundadas. Como a lei fala em três concessões, teremos uma decisão muito difícil pela frente.

A ideia é se associar a algum grupo local ou operar sozinho no Brasil?
Sempre buscamos parceiros locais, que conhecem bem as peculiaridades de cada região. No Brasil não será diferente, até porque já temos uma operação no país , que é o WSOP Cicuit Brazil que nos dá todo o suporte que precisamos para entender a cultura local. Para se ter uma ideia, a edição de 2016 da etapa brasileira do Campeonato Mundial de Poker foi a maior do mundo fora de Las Vegas. É importante ter um parceiro.

Qual o investimento estimado desses projetos?
Vai depender muito dos impostos a serem definidos, os incentivos a serem analisados e, também, os locais a serem eleitos. Mas será numa cifra provavelmente superior a US$ 2 bilhões.


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"O Brasil é a última grande fronteira para a indústria de jogos e vamos alcançá-la em breve”


Qual sua sensibilidade sobre o atual estágio das discussões das leis em análise no Congresso Nacional?
Acredito que o governo fez um excelente trabalho até agora, buscando um marco regulatório e jurídico que permitirá grandes investimentos estrangeiros. Tenho certeza que no futuro eles serão reconhecidos pela capacidade técnica em buscar as pessoas certas para atrair esses investimentos e o fruto disso será o desenvolvimento de uma indústria séria e muito bem regulamentada.

Acredita que a crise política pode atrasar o início do processo de implantação dos projetos?
Toda crise política atrapalha o andamento de qualquer projeto em discussão, mas tenho certeza de que a regulamentação virá num futuro bastante próximo.

Em suas visitas, sentiu boa receptividade em suas visitas pelo país?
Sim. Estou muito feliz com a receptividade e com o interesse das pessoas envolvidas no projeto de regulamentação, especialmente porque todos querem uma regulação séria e consistente, não buscando o jogo pelo jogo, mas o jogo como uma ferramenta a mais de turismo e de desenvolvimento econômico.

Qual será o modelo de empreendimento que o Caesars pretende para o Brasil?
O modelo será de desenvolvimento completo, uma vez que o jogo será um acessório de um complexo muito maior, que envolverá restaurantes, salas de espetáculos, shopping center e hotel. Ou seja, um modelo de entretenimento. Em Las Vegas, por exemplo, apenas 20% do faturamento vem do jogo. Os outros 80% representam as demais atividades.

Recentemente Sheldon Adelson viajou ao Brasil para analisar o mercado e neste momento a senhora está em sua segunda visita ao país. É uma demonstração clara do interesse da indústria do jogo e do entretenimento pelo Brasil?
Sim. Todas as companhias internacionais estão com os olhos abertos para o Brasil. Logo voltaremos para nova visita a São Paulo. Vejo o Brasil como a última grande fronteira para a indústria de jogos e vamos alcançá-la em breve.

Fonte: Exclusivo GMB
Autor: Gildo Mazza