QUA 23 DE MAIO DE 2018 - 08:06hs.
BGC - Painel Ramificar

"O jogador de hoje quer o mesmo de sempre, mas de uma maneira diferente"

A ultima conferência do BgC 2018 foi dedicada ao estudo dos jogadores desde fatores como o que o público procura até os modelos de proteção contra jogos problemáticos. Participaram desse painel de encerramento Rui Magalhães, CEO do Estoril Sol Digital; Gustavo Barcha, Gerente de Desenvolvimento do Casino Iguazu; Celina Guedes, Gerente de Relações Internacionais da Sun Dreams; Francesco Rodano, Chefe de Política da Playtech e Pierre Tournier, Diretor de Relações Internacionais da RGA.

Rui Magalhães, CEO do Estoril Sol Digital, abriu o painel falando sobre o comportamento dos jogadores atualmente. Segundo ele, se houvesse uma lei hoje ela já seria obsoleta pela mudança de geração rápida do público que joga.

Ele destacou as características dos jogadores pertencentes à geração Millenials nascidos entre 1982 e 2002, faixa etária de 18 a 35 anos, muito tecnológicos e que gasta dinheiro com experiências. Também falou sobre o comportamento de pessoas de 50 anos, mas, querem viver como se tivessem 30 e são um publico muito exigente que querem ser bem satisfeitos tanto no online e como no físico.  

Para atrair esse público, Magalhães destacou que é preciso fazer com que ele se identifiquem com as marcas que precisam buscar a atenção das pessoas, procurar maneiras dos jogadores partilharem suas experiências pois ele já não buscam comprar sozinhas, investir em personalização para facilitar a participação dos consumidores.

Ele também destacou a importância de se investir na convergência entre físico em online para atrair as novas gerações afirmando que elas querem a mesma coisa, porém, de uma maneira diferente.

Gustavo Barcha, do Casino Iguazu, começou sua participação falando sobre a importância dos jogadores brasileiros em seu empreendimento representando quase 80% do público e a maioria deles sendo grande jogadores, também chamados de vips.

Ele revelou que esse é um publico já consolidado que já representa quase todo o rendimento de cassinos na América Latina trazendo também uma experiência nova para o resort, além do que deixam com o jogo. Também afirmou que as estratégias para atrair esses jogadores estão nos cassinos resorts são a melhor opção pois podem oferecer mais opções além do jogo. Revelou a necessidade de investir em profissionais bem preparados atendendo bem já que os brasileiros querem sempre o melhor tratamento.

Barcha também prospectou que os jogadores vips não devem migrar automaticamente para o brasil após a legalização; que precisaram de tempo para avaliar o mercado e alertou para a importância de pensar em sistema de imposto ao jogador bem elaborado, além de uma boa regulamentação e fiscalização para que o jogador confie na integridade do jogo.

Celina Guedes, continuou a conferência também falando sobre jogadores Vips, agora pelo olhar da experiência vivida na Sun Dreams que tem um programa de aproximadamente 600 mil clientes no banco de dados, onde cerca de 1,700 são fieis ao cassino.

Ela apontou que os cassinos cada vez mais são um caso de alta classe, porém, também sofrem com a volatividade desse público e que para mantê-lo é preciso um ultra reconhecimento das pessoas que vão jogar como VIP’s.  

Celina também destacou que hoje procuram antecipar a necessidade do cliente para saber o que ele procura, tentando aumentar o tempo de jogo e o nível de aposta. Outra tática é um conjunto formado pelo conhecimento do seu produto,do mercado, o boca a boca entre os jogadores (propaganda fiel), o sigilo do que fazem os consumidores e serviço de luxo da chegada até a saída do resort.

Os últimos a falarem foram Francesco Rodano, Chefe de Política da Playtech e Pierre Tournier, Diretor de Relações Internacionais da RGA (The Remote Gambiling Association) trazendo as atuais experiências internacionais para o jogo responsável.  

Francesco Rodano começou afirmando que geralmente os jogos começam em um monopólio, o que não é monopólio é ilegal, os estados descobrem que são ilegais,  regulamentam, aprimoram a regulamentação e o jogo volta a crescer, com isso hoje você vê o jogo em todos os lugares e o governo busca impor restrições ao mercado para evitar o jogo problemático.

Ele expos o exemplo do reino unido onde o grande apelo da mídia para maior regulação do jogo por causa de problemas com jogos e que levou a as agências reguladoras a agirem com multas e sanções.

O chefe de Política da Playtech também destacou que no ultimo mês de outubro a empresa comprou a BetBuddy para analisar o comportamento dos jogadores e saber qual a tendência dele ser problemático antes que isso aconteça. A avaliação é feita individualmente, pois diferentes fatores mostram que os jogadores podem se tornar de risco.

Ele destacou que a interação com os jogadores é mais efetiva para convencer os jogadores a mudar suas posturas para evitar o vício, que muitos operadores e legisladores já utilização a analise para identificar os problemáticos. 

Pierre Tournier, Diretor de Relações Internacionais da RGA, trouxe a experiência vivida no Reino Unido com a auto exclusão de jogadores problemáticos. Ele explicou que esse é um mapeamento apara minimizar os problemas de jogadores que não sabem se controlar.

Destacou o trabalho realizado pela GamStop é que regulamenta esse trabalho e foi criada pela indústria do Reino Unido e está disponível a todos os jogadores.  

Pierre relatou que entre os jogadores e operadores esta a Gamstop, que registra e identifica os jogadores pelo período que eles escolhem entre seis meses a sete anos. Os jogadores procuram os operadores que devem pesquisar se o jogador é auto excluso ou não. A GAMSTOP dá três repostas sim ele é autoexculso, não ele não foi e também se ele já foi inscrito em algum momento.

Também informou que esse sistema não exclui os operadores de também terem um sistema de auto exclusão e que o grande desafio que a GAMSTOP enfrenta é compliance, ela precisa sempre verificar se esse compliance esta completo.

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