QUA 13 DE DEZEMBRO DE 2017 - 08:53hs.
Rio Grande do Sul

Jockey Club de Carazinho propõe reativar loteria estadual

Dirigida ao secretário da Segurança, Cezar Schirmer, foi protocolada na quarta-feira (4) uma proposta para reativar o funcionamento da Loteria do Estado do Rio Grande do Sul (Lotergs), que está fora de operação desde 2004. A oferta partiu do Jockey Club Carazinho, que promete investir R$ 10 milhões no negócio. A Lotergs pertence à Secretaria da Fazenda.

Jockey Club de Carazinho propõe reativar loteria estadual

Genaro Joner / Agencia RBS

Genaro Joner / Agencia RBS

A Lotergs pertence à Secretaria da Fazenda, e a transferência para a Secretaria da Segurança Pública (SSP) é uma das sugestões à equipe de Schirmer. Na chamada "Manifestação de Interesse Proposta por Jockey Club Carazinho", protocolada na SSP, a entidade cita um parecer da Procuradoria-Geral do Estado, de 2003, que diz que loterias autorizadas não estão vedadas de funcionar.

O documento lista que, atualmente, sete Estados têm loterias operando: Pernambuco, Paraíba, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Pará. E que em outros seis está sendo estudada a retomada das operações: Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Piauí e Tocantins.
 
Na proposta, o Jockey chega a discorrer sobre como operaria a Lotergs: "deverá se atualizar para tornar-se competitiva e ter como possibilidade de parceria o Banrisul, instituição que detém tecnologia de ponta para tornar-se competitiva ao monopólio lotérico — hoje da Caixa Econômica Federal — e ter transparência através de acompanhamento online da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e Ministério Público.
 
Além disso, detém mais de 1.500 estabelecimentos conveniados chamados Banriponto, que detêm todos os sistemas e tecnologias para implantação com sucesso da loteria Winb".

A Winb é uma loteria do Jockey de Carazinho. Na proposta, o Jockey listou possíveis ganhos que o Estado teria com o negócio: eliminação de loterias clandestinas, geração de renda, emprego e receita para a segurança pública.
 
Fonte: GMB / GaúchaZH