SÁB 24 DE FEVEREIRO DE 2018 - 09:03hs.
De acordo com o Secretário de Segurança

Aumento das receitas do jogo não influenciou na criminalidade de Macau

A subida estável das receitas do jogo de Macau desde a segunda metade de 2016 não trouxe 'ainda quaisquer consequências' para a segurança do território, afirmou o secretário de Segurança, Wong Sio Chak. Em 2017, os crimes relacionados com o jogo, como sequestro ou agiotagem, registraram uma diminuição de 7,5% e 4,5% respectivamente.

Na apresentação à imprensa do balanço da criminalidade de 2017, Wong Sio Chak sublinhou que nada permite "prever que o futuro desenvolvimento do setor do jogo em Macau possa trazer fatores de instabilidade para a segurança da sociedade".

Também em termos de criminalidade geral, foi registrado um decréscimo de 94 casos, comparativamente a 2016, o que representa uma queda de 0,7%, devido a uma redução dos crimes de furto, de falsificação de documentos e de desobediência.

Em contrapartida, as autoridades registraram um aumento de 22,5% dos crimes de burla, com 910 casos em 2017 contra 743 em 2016. Os prejuízos rondaram os 40 milhões de patacas (cerca de 4 mil euros).

"A situação de segurança em Macau, em 2017, manteve-se em geral favorável e estável", afirmou.

Em 2017, os crimes relacionados com o jogo, como sequestro ou agiotagem, registraram uma diminuição de 7,5% e 4,5%, respectivamente, sendo que a maioria dos casos ocorreu dentro dos cassinos.

Até agora, nenhum indício mostrou que "estes crimes se estendam além do ambiente interno dos cassinos", o que significa uma ausência de "impacto na segurança de Macau", afirmou Wong Sio Chak, em coletiva de imprensa.

Em 2017, a Polícia Judiciária (PJ) apresentou ao Ministério Público 2.171 denuncias por crimes relacionados com o jogo, mais 8,4% do que os 2.003 denuncias de 2016.

"Segundo as informações recolhidas, a maioria dos ofendidos e dos suspeitos não são residentes de Macau", sublinhou.

Ao mesmo tempo, as autoridades de segurança não registraram um aumento da criminalidade grave e violenta, como o homicídio, o rapto e a associação secreta, embora tenham ocorrido quatro mortes relacionadas com "quatro casos de sequestro de devedores". Autores e lesados são do interior da China, disse.

O secretário de Segurança indicou que as autoridades policiais de Macau vão continuar a reforçar o intercâmbio e a cooperação com o interior da China, Hong Kong, regiões vizinhas e internacionais.

Em termos de prevenção antiterrorista, Wong Sio Chak lembrou que, na sequência dos atentados contra cassinos em Manila e em Las Vegas, no ano passado, foi realizado o primeiro exercício de simulacro de segurança e de emergência, no interior e na zona circundante de um cassino, para testar a capacidade de resposta de várias entidades.

Acompanhado pela chefe de gabinete, Iva Cheong, pelo diretor da PJ, Sit Chong Meng, pelo comandante da PSP, Leong Man Cheong, e pelo comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários, Ma Io Kun, o secretário prometeu que estes simulacros vão continuar no futuro, além de um reforço das patrulhas periódicas ou aleatórias, dentro e fora dos locais de entretenimento, pela PJ, força responsável pela fiscalização nos cassinos e pela investigação de crimes relacionados com o jogo.

A polícia vai ainda reforçar a cooperação com a Direção de Inspeção e Controlo de Jogos (DICJ), o Gabinete de Informação Financeira, setores do jogo e entidades de monitoria para prevenir e combater o crime de lavagem de dinheiro, em resposta às novas alterações da lei de prevenção e repressão do crime de lavagem de dinheiro, em vigor desde maio último.

Também no relatório da PJ, apresentado no final do mês passado, se deu conta de uma baixa taxa de ocorrência de crimes graves.

O número de processos concluídos em 2017 foi de 12.138 e o número de indivíduos (detidos, não detidos e menores não responsáveis criminalmente) presentes ao MP foi de 3.925 pessoas, mais 120 em relação a 2016, de acordo com o relatório anual da PJ de Macau.

Fonte: GMB/ Sapo 24