SÁB 20 DE OUTUBRO DE 2018 - 04:46hs.
Com o Jockey Club e a PMU

Hipódromo do Rio promove campanha para popularizar corridas de cavalos

O hipódromo da Gávea, administrado pelo Jockey Club e pela empresa francesa do Pari Mutuel Urbain (PMU), líder no setor de jogos de azar em todo o mundo, está promovendo uma campanha para popularizar as corridas de cavalos. O turfe é uma atividade recreativa, de tradição européia e que geralmente envolve pessoas da 'alta sociedade'. A ideia é enterrar esse estigma para que mais pessoas assistam e desfrutem da modalidade.

Ao contrário da tradicional elegância e sociedade de elite que caracteriza corridas de cavalos no mundo, na cidade brasileira, seus organizadores querem que a atividade atinja cada morador e assim estão fazendo campanha para que as pessoas saibam que as portas estão abertas.

O Hipodromo da Gávea é administrado pelo Clube Jockey tradicional associado da Pari Mutuel Urbain (PMU), uma empresa francesa, líder do setor de jogo no mundo e responsável por gerir esta questão em nível Rio.

Embora o acesso à pista da Gávea sempre tenha sido livre e os protocolos de  trajes foram relaxados desde 2016 para quem vive na cidade mais emblemática do Brasil para assistir as corridas, o estigma que gira em torno das competições de corridas de cavalos realizadas no imaginário coletivo é uma espécie de parede invisível, reconhecem os administradores do local.

E é que, embora haja um número médio de pessoas presentes nos grands prix e taças especiais do Rio (entre 11.000 e 15.000 pessoas), os organizadores querem aumentar e enfatizar que a atividade equestre tradicional é um espaço divertido, onde todos podem desfrutar: desde aqueles que vão apostar em um cavalo até crianças que podem participar de atividades paralelas organizadas para elas.

"As pessoas que gostam de futebol, pagam um bilhete para assistir os jogos de seu time favorito. Aqui você não paga para entrar na pista e assistir as corridas. Você pode vir com toda a sua família e se você quer apostar em seu cavalo favorito, ele precisa de um mínimo de 2 reais; que é o que queremos que as pessoas saibam, que a pista é um lugar divertido para todos", disse Joseph Levy, CEO da PMU no Brasil.

Portanto, este ano uma campanha começou a atrair mais público e haverá vários eventos que acontecerão em torno das corridas para cumprir o objetivo. O Grande Prêmio do Brasil, que aconteceu no dia 10 de Junho no Hipódromo da Gávea, abriu as portas da campanha com a adaptação de novos espaços de futsal, concertos de jazz, degustação de comida e jogos infantis, que acompanhou a festa equestre. Neste sábado, a virada será para a Copa dos Criadores.

Os protocolos de vestuário, tão rigorosos em outros cenários mundiais, mantiveram a flexibilidade que desde 2016 é aplicada à pista da Gávea para corridas de cavalo. O uso de bermudas nos estandes social e profissional e as demandas dos figurinos (para atender com um terno completo e gravata) só serão aplicados em espaços destinados a membros e convidados especiais.

No entanto, em nenhum cenário são permitidos sandálias ou tops, bem como camisas de times de futebol ou políticos. "O que queremos é atrair mais audiência. Muitas pessoas ainda acreditam que vir aqui deve estar super-preparado, ser convidado, ou gastar uma fortuna em jogos de azar. Nada disso é verdade, nenhum convite é necessário, qualquer um pode entrar" disse Efe Gabriela Scholomer, gerente de comunicação do Jockey Club.

Fonte: GMB / EFE